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Aumento no emprego formal é consequência da taxa de desemprego no Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,8% no trimestre encerrado em julho, mas o emprego formal continua baixo, afirmou sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quarta queda consecutiva na taxa de desemprego. No entanto, apesar da taxa mais baixa, 12,6 milhões de brasileiros continuam desempregados.

Segundo o IBGE, a queda da taxa de desemprego não foi acompanhada pelo aumento do emprego formal. A taxa de emprego informal, no entanto, atingiu um recorde de 41,3%, o que representa 38,6 milhões de pessoas.

Enquanto no último trimestre o emprego formal registrou um aumento, os números do trimestre de maio a julho indicam que os cidadãos estão recorrendo ao trabalho independente e ao trabalho informal, como trabalhadores domésticos.

Consequências do desemprego

Nas crises de 2003 e 2008, o mercado de trabalho começou a se recuperar a partir do emprego informal, o que permitiu a recuperação do mercado, e gradualmente os empregos informais foram substituídos pelos formais”, disse Azeredo.A crise atual, além de durar muito mais que as outras, eliminou muito mais empregos”, acrescentou Azeredo.

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A economia brasileira ainda sofre os efeitos de uma crise econômica de 2015 a 2016, a pior recessão do país, quando o produto interno bruto caiu por dois anos consecutivos.

O emprego informal é considerado menos seguro, pois os trabalhadores não têm as proteções das leis trabalhistas e as garantias fornecidas por contratos formais. Além disso, os salários tendem a ser mais altos no emprego formal.

Trabalho informal

A taxa, que significa que havia cerca de 12,6 milhões de desempregados no Brasil, caiu em comparação com o número do trimestre anterior (fevereiro-abril), quando era de 12,5%. A taxa no mesmo período de 2018 foi de 12,3%. O número de brasileiros desempregados foi reduzido em 4,6%, ou 609.000 pessoas, no trimestre encerrado em julho, em comparação com os três meses anteriores, segundo o relatório.

O relatório do IBGE afirmou que a recuperação do mercado de trabalho se deve principalmente ao aumento do trabalho informal e do subemprego. O número de trabalhadores sem contrato formal no setor privado aumentou 5,6% em relação ao mesmo trimestre de 2018 e atingiu um novo recorde de 11,7 milhões de pessoas que estão em busca de atendimento pelo https://www.consultasegurodesemprego.net/.

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Da mesma forma, o número de trabalhadores independentes cresceu 5,2%, ou 1,2 milhão de pessoas, na comparação ano a ano e atingiu um novo recorde de 24,2 milhões de pessoas. O declínio do desemprego também coincidiu com a criação de empregos formais.

Em julho, 43.280 novos empregos foram criados, e o número de novos empregos acumulados no ano até aquele mês foi de 461.411, um aumento de 2,93% em relação ao mesmo período de 2018, de acordo com um relatório do Ministério da Economia revelado na semana passada.

Milhões de brasileiros desempregados

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego aumentou pelo segundo mês consecutivo, subindo para 12,4% nos três meses até fevereiro. Nem os mercados nem as empresas esperam que as coisas melhorem tão cedo; as previsões para a economia brasileira são repetidamente reduzidas e os índices de confiança continuam em queda.

O Brasil perdeu 1 milhão de trabalhadores ativos desde novembro – e a população ativa é de 92,1 milhões de pessoas. Isso significa que o mercado de trabalho parou de se expandir, nem mesmo acompanhando o lento crescimento observado em 2018.

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O setor industrial cortou 198.000 pessoas, apontando para uma atividade econômica que permanece pedestre. O único setor que cresceu em termos de trabalhadores empregados foi o transporte – que adicionou 133.000 pessoas desde novembro. Isso, no entanto, deve-se principalmente ao boom de pessoas que trabalham como motoristas em aplicativos de compartilhamento de viagens, como Uber, 99 ou Cabify.

Somando as pessoas desempregadas, os trabalhadores desencorajados e aqueles que não procuram ativamente emprego e as pessoas que trabalham menos do que gostariam, o número de subempregados no Brasil alcançou 27,9 milhões de pessoas – o maior número já registrado.

Atualmente, mais de 65 milhões de pessoas com mais de 14 anos estão fora da força de trabalho – nem trabalham nem procuram emprego. Esse número tende a crescer em tempos de recessão prolongada, à medida que mais pessoas ficam desanimadas.